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5.º Encontro da PSOPortugal «Viver com Psoríase e Artrite Psoriática»

Hotel Marriott Praia d'El Rey Ontem, 8.Nov.2009 teve lugar no Hotel Marriott Praia d'El Rey o 5.º Encontro da PSOPortugal.

A PSOPortugal reúne-se uma vez por ano e desta feita a temática do encontro foi «Viver com Psoríase e Artrite Psoriática». Estiveram presentes dois médicos, a Dermatologia e a Reumatologia foram desta feita as especialidades visadas.

Neste encontro esteve também um representante da Vasenol no âmbito da criação do Fundo da Pele Vasenol que permitirá entre muitas coisas a criação duma linha de apoio para doentes com Psoríase e, também, para pessoas se informarem sobre esta patologia.

Isto são apenas algumas informações do que foi acontecendo nesta reunião de Sócios da PSOPortugal.

Se tu tens Psoríase, ou interessaste-te pelo assunto, e ainda não és sócio da PSOPortugal, associa-te já. É importante que a nossa associação cresça, em número de sócios, porque uma associação só tem força quando realmente somos muitos.

A Psoríase não se apega. O que se apega é o preconceito. Com a divulgação de informação acerca da Psoríase também combatemos uns dos sintomas desta doença – o estigma de “ser julgado” pelo aspecto da nossa pele.

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Internado até ontem…

hsjPeço desculpa a todos pela minha ausência continua da net. De facto, o que tem acontecido é que ainda estou bem mal da minha psoríase.

Estive internado no HSJ do Porto até ontem e desde terça-feira, 29Set. O internamento não estava previsto e por isso não pude avisar no mundo virtual.

Tenho que cuidar da minha saúde para voltar com forças a este mundo que tanto amo, o Virtual!

Mas não voltarei a estar tanto tempo no virtual e sim a aproveitar o tempo que aqui estiver com qualidade.

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As associações da psoríase com as doenças vasculares e mortalidade

A psoríase é uma doença relativamente frequente com frequência de 2% a 3% da população mundial. Estima-se que existam 7 milhões de norte-americanos e 125 milhões de pessoas em todo o mundo afectados por esta condição. Mais recentemente se compreendeu que se trata de uma doença inflamatória sistémica, tal como outras desordens semelhantes, tal como o lúpus eritematoso sistémico.

Já se sabe que os pacientes com psoríase apresentam um risco maior para a ocorrência de eventos cardiovasculares, e que esta relação parece funcionar como um factor de risco independente para a ocorrência de enfarto do miocárdio. Por estas razões, pesquisadores norte-americanos realizaram uma pesquisa com o objectivo de determinar o risco para doenças vasculares (coronariana e periférica) entre os pacientes com diagnóstico de psoríase. O estudo foi publicado no número de Junho do Archives of Dermatology.

Os autores, liderados pelo Dr. Srjdan Prodanovich do Departamento de Dermatologia e de Cirurgia da Pele da University of Miami Miller School of Medicine, comentaram que “apesar da maior ênfase aos riscos cardiovasculares, a aterosclerose é uma doença sistémica. Logo, parece razoável admitir que se o risco de enfarto do miocárdio é maior entre estes pacientes, seu risco para a ocorrência de acidente vascular encefálico e de doença oclusiva arterial periférica também o seja”.

Além disso, segundo os autores, o acidente vascular encefálico é a principal causa de óbito entre este grupo de indivíduos e 15 a 30% daqueles que conseguem sobreviver a este grave evento vascular permanecem incapacitados de modo permanente. Por estas razões, prosseguiram os autores, “neste estudo decidimos avaliar o quanto a psoríase esteve associada, não apenas com a ocorrência de doença coronariana, mas também com a quantidade total de aterosclerose, inclusive com as doenças cerebrovasculares e com a doença arterial periférica”.

Os pesquisadores realizaram um estudo observacional, retrospectivo, com base nos registos médicos de todos os pacientes diagnosticados com psoríase no período entre Janeiro de 1985 e Dezembro de 2005 no Miami VA Medical Center.

Ao todo foram recuperados os dados de 3236 pacientes e 2500 controles, sem o diagnostico de psoríase, que foram seleccionados de maneira aleatória. Com base na Classificação Internacional De Doenças (CID), foi comparada a prevalência destas doenças vasculares entre os pacientes com psoríase e os pacientes pertencentes ao grupo controle. O teste estatístico utilizado pelos pesquisadores foi o qui quadrado.

Tal como nos estudos anteriores foi encontrada uma prevalência semelhante de diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial e tabagismo entre os pacientes com psoríase. Após o controle destas variáveis foi constatado entre os pacientes com psoríase – em comparação com o grupo controle – uma elevação no risco de doença coronariana isquêmica (odds ratio [OR] de 1,78; intervalo de confiança [IC] de 95%, 1,51 – 2,11), de doença cerebrovascular (OR de 1,70; IC de 95%, 1,32 – 2,17).

O risco de doença vascular periferia também foi maior entre os pacientes com psoríase, em comparação com os indivíduos do grupo controle (OR de 1,98. IC de 85%, 1,33 – 2,17). Com relação à mortalidade em geral, a psoríase se mostrou ser um factor de risco independente (OR de 1,86; IC de 95%, 1,56 – 2,21).

Os autores comentaram que “os pacientes com psoríase apresentam uma prevalência maior não apenas de doença coronariana, mas também de doenças vasculares periféricas e de doenças cerebrovasculares”. E complementam afirmando que “estes resultados não são surpreendentes devido à natureza sistémica da aterosclerose”.

Segundo os pesquisadores, estes dados apontam para a necessidade de uma maior compreensão destas relações, uma vez que as doenças vasculares apresentam um grande potencial de morbilidade e mortalidade, além de representar um grande custo aos sistemas de saúde.

Segundo eles, os ensaios clínicos de natureza prospectiva, no futuro, devem dedicar uma atenção maior a estas relações para que possamos compreender melhor esta inter-relação: “a medida que a relação entre a psoríase e o desenvolvimento de aterosclerose está se tornando mais clara, esperamos que os próximos estudos possam ser capazes de responder a esta infinidade de perguntas, que estão vindo à tona a partir desta descrição”.

Os pesquisadores concluem que “este esquema alternativo de administração da decitabina provou possuir um beneficio clínico para uma parcela significativa de pacientes que apresentam síndrome mielodisplásica, e pode ser administrado seguramente em um contexto ambulatorial. A eficácia e segurança do esquema terapêutico são comparáveis às encontradas entre os pacientes submetidos ao esquema aprovado pelo FDA para administração nos pacientes internados. Além disso, a administração ambulatorial é mais confortável aos pacientes”.

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30Junho2009 – PSOPortugal no Porto

pso-portoNo passado dia 30 de Junho a PSOPortugal organizou uma acção de rua com o intuito de promover a petição online já tantas vezes mencionada por aqui aqui no blog.

Esta acção foi levada a cabo no Porto, na Praça D. João I, em frente ao Teatro Rivoli, entre as 09h00 e as 19h00.

Esta acção de rua teve também como interesse reforçado o objectivo de dar a conhecer a nossa doença – a Psoríase.

É preciso que cada vez haja conversas sobre a saúde, sobre doenças transmissíveis mas principalmente sobre aquelas que, como a nossa, não são transmissíveis mas são susceptíveis de ser discriminatórias pela(s) sua(s) forma(s) estética(s) de se manifestarem.

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A Comunicação Social falhou…

Num dia em que a PSOPortugal promoveu uma acção de sensibilização no Terreiro do Paço que visava aumentar o número de assinaturas na “Petição pelo Reconhecimento da Psoríase como Doença Crónica”, a comunicação social resolveu relevar esta acção e dar mais importância para o caso da “Professora de História que fala sobre intimidades sexuais nas aulas”.

É horrível quando um caso assim pode colocar de parte algo tão importante como a busca por ideais de uma associação de pessoas que sofrem duma determinada doença, neste caso a Psoríase, para dar a conhecer ao país com mais destaque algo que não tem assim tanta importância. Mais uma vez a Comunicação Social volta a dar mais importância ao MAL que ao BEM que se faz, ou se tenta fazer, por aí!

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