22 janeiro 2011

A Psoríase :: Brasil/Portugal

Dr. Mário GrinblatRecentemente o Dr. Mário Grinblat, Médico Dermatologista, Coordenador do Serviço de Dermatologia e Laser do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da American Academy of Dermatology, membro da Sociedade Americana de Laser em Medicina e Cirurgia e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia deu uma entrevista relacionada com o uso das novas drogas para combater a Psoríase.

Nesta entrevista que deu aquando do VI Simpósio de Terapêutica Dermatológica que decorreu durante o dia 11 de Outubro de 2004 no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein promoveu, em São Paulo, afirmou que o Serviço de Dermatologia e Laser do HIAE tem “(…) uma experiência muito grande em dermatologia no que diz respeito à pele, porém não estamos afeitos ainda a essas novas drogas que estão sendo lançadas no mercado como tratamento complementar. É importante estar a par de todas as novidades terapêuticas para decidirmos o que e quando usar nos nossos pacientes. Além disso, a oportunidade de discutir o tema com outros colegas é fundamental, pois a polêmica é muito grande em relação à psoríase”.

“Atualmente é possível controlar a doença. Temos recursos à base de laser, lâmpadas novas e as novas medicações com imunobiológicos, que evidentemente têm sua indicação específica e que estamos prestes a utilizar, mesmo com todas as limitações que existem, pois até o momento são drogas para uso endovenoso”, esclarece o especialista, afirmando que no Brasil ainda não há resultados em relação ao tratamento da psoríase com as novidades terapêuticas que surgiram, e também no exterior há pouca experiência com elas.

A maior experiência com o uso desses medicamentos, de acordo com Dr. Grinblat, é no tratamento da artrite. “No campo da dermatologia, começaremos agora a testar essas drogas. Com os outros esquemas terapêuticos que utilizamos já temos uma boa experiência com fotoquimioterapia e com medicamentos derivados da vitamina A, os retinóides, com resultados terapêuticos bastante promissores.”

 

É por isso que sempre destaquei que a comunidade científica médico-dermatológica procura o tratamento e não numa cura para a Psoríase. Quando se fala em cura, a comunidade médica vem falar que é preciso ter cuidado pois pode prejudicar todo o tratamento. Se é certo que isso é verdade, também é certo que a Psoríase é uma das doenças dermatológicas que mais dinheiro gera, atualmente. As pessoas gastam imenso dinheiro em pomadas a tentar aliviar os sintomas quando só tratamentos mais avançados e caros como os biológicos poderiam minorar essa sintomatologia.

Em Portugal, os biológicos são comparticipados a 100% pelo estado. No Brasil, pelo que sei ainda não.

 

(Se alguém tiver informação do contrário faça o favor de me informar para podermos retificar esta informação.)